Visita de estudo a Tomar

05-08-2016 17:39
O Castelo de Tomar iniciou-se a 1 de Março de 1160 e foi mandado construir pelo Mestre da Ordem dos Templários em Portugal, D. Gualdim Pais. Aqui se deu grande parte da nossa visita de estudo no dia 30 de Agosto de 2016. 
Começámos com uma bela conversa de café, orientada pelo Mestre João Camacho, onde foi abordada um pouco da história do Castelo, dos templários e de Portugal, história essa que a todos prendia, inclusive quem estava de esplanada, externo à visita de estudo.
Gualdim Pais Grão-Mestre dos Templários em Portugal, ao serviço de D. Afonso Henriques, fundou o Castelo de Tomar, o Castelo de Almourol, o de Idanha, o de Monsanto, e o de Pombal. Combateu contra os Mouros para conquistar o Reino, foi ordenado cavaleiro na Batalha de Ourique, partiu para Jerusalém participando no cerco à cidade de Jafa e entre outras batalhas, defendeu o Castelo de Tomar da invasão do Califado Almóada, detendo assim a invasão do Norte do Reino de Portugal. Veio em 1195, a falecer em Tomar, onde se encontra sepultado na Igreja de Santa Maria dos Olivais, outro marco na nossa visita de estudo. Esta igreja no seu início foi fundada também por D. Gualdim Pais, no local onde anteriormente se erguia um Mosteiro da Ordem Beneditina e na zona onde integrava a antiga cidade romana de Sélio. Erguida no séc. XII, a igreja foi sede da Ordem dos Templários e serviu de panteão dos Mestres da Ordem. Diante da extinção forçada da Ordem e aparecimento da Ordem de Cristo (que no fundo seria o mesmo), esta igreja torna-se a matriz de todas as igrejas do Império Português. Lá podemos encontrar o culto a Santa Ana, mãe de Maria e avó de Jesus e no adro da igreja uma torre, a atalaia, que inicialmente servia de torre onde se vigiava o território circundante.
Voltando ao Castelo onde se iniciou a visita, podemos desde logo visualizar o alambor, ou seja, uma cintura introduzida pelos Templários em Portugal e que consiste no embasamento dos muros em rampas, destinadas a impedir a aproximação das torres de assalto. A partir daí o nosso passeio continuou num crescendo de informação e no entanto para se estudar o Castelo seriam precisos meses, ficou a ideia no ar.
Percorremos todo o interior do monumento, a casa do capítulo, a alcáçova, a torre, a janela manuelina, a charola, os claustros, os octógonos, as espirais, ... com a evidência dos estilos gótico, manuelino e renascentista. 
Nesta cidade de Tomar, tudo emana Templários, a Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, conhecida como Cavaleiros Templários ou Ordem do Templo. O ingresso na Ordem era muito difícil e os seus membros faziam voto de pobreza e castidade para se tornarem monges. Usavam mantos brancos com a cruz vermelha e o seu símbolo passou a ser um cavalo montado por dois cavaleiros. Mais tarde e pelo seu poder e grandiosidade, o Papa Clemente V e o Rei Filipe - O Belo, de França, conseguiram acabar com a Ordem e perseguir e matar muitos dos seus templários. No entanto, em Portugal, D. Dinis contornou a situação declarando que os Templários nunca tinham possuído nada no Reino, pois tudo pertenciam ao Rei, e assim criou uma nova Ordem de Cristo com base nos Templários. 
Bom, como não poderia deixar de ser, terminámos com um delicioso pic-nic, finalizando também o programa Yôga em férias de 2016.
 
SwáSthya!
 
Paula Trigo de Sousa, Instrutora
Discípula de João Camacho, Yôgachárya
Directora geral do Espaço Cultural Kálí