PROGRAMA YÔGA EM FÉRIAS | JULHO 2017

02-08-2017 11:54

PROGRAMA YÔGA EM FÉRIAS | JULHO 2017
Sento-me para escrever sobre o Yôga em Férias e a primeira imagem que me surge é hrid (coração), curiosamente, o sankalpa da minha coreografia renascida. Sei de antemão que será apenas uma pretexto para escrever sobre algo maior . Sei de antemão que este texto será sobre o Yôga e sobre o modo como se integra de tal modo no quotidiano que deixamos de perceber onde começa a prática de Yôga e onde começa a vida, pois que estão alquimicamente fundidos, conduzindo-nos dia após dia, a uma consciência mais pura de tudo o que vibra e, portanto, à meta do Yôga, o samádhi (consciência expandida).
Começo pelo fim da viagem ainda com o pulsar forte de anáhata chakra (o local onde se escuta o som) e encontro-me na descida do poço iniciático (Quinta da Regaleira) - uma representação simbólica da descida aos infernos - ou seja ao mundo subterrâneo, onde o encontro com a totalidade do que nos habita é inevitável. Caminho com profundo bháva (sentimento), relembrando as palavras do meu querido Mestre. Se vão descer façam-no com intenção. E é com essa atitude e praticando mauna (silêncio) que o faço. Não é a primeira vez que faço esta viagem. É-o simbolicamente, e à medida que avanço, múltiplas imagens ocorrem de inigualável graça e terror. Não tenho medo. Sei de antemão que não estou só. Chega o último degrau e com confiança avanço para o centro do poço. Integração é a palavra que me ocorre. Aceitação - em primeira instância - da globalidade do que somos (luz/sombra). A sensação é de uma profunda tranquilidade por um lado, e seriedade por outro. Olho para cima e mesmo ainda sem retornar à superfície vejo na explosão de luz que ocorre, a imagem perfeita da flôr de lótus. Que tem as suas raízes enterradas no lodo, mas que emerge à superfície transformando-se numa flôr de rara beleza. Olho para os meus companheiros e sinto-me feliz. Recordo uma conversa que tive à poucos dias com uma querida Amiga que foi fazer uma prática de Yôga no nosso Ashram. No final olhava para mim e perguntava: "Paula olha para mim... O que vês?" E prosseguindo... "Eu estou igual, mas tu estás tão diferente". E assim o é de facto. A prática de SwáSthya Yôga (Yôga antigo com mais de 6000 anos de existência) opera mudanças profundas em nós, desde o primeiro momento. Mudanças exteriores é certo, mas muito para além delas, é uma fonte de crescimento incrível.
E parece que é altura de retornar. O Programa Yôga em Férias? Uma oportunidade única de experienciar com profunda intensidade os efeitos poderosos desta prática. Com uma aula por dia, torna objetivamente perceptível ao sádhaka (praticante) os efeitos da prática regular e disciplinada. E não o é assim em qualquer forma de Expressão Artística? Não é assim em qualquer área da nossa vida? Uma oportunidade de participar em todas as reuniões de departamento existentes ao longo do mês (apenas abertas ao longo do ano aqueles que têm a graduação necessária para fazer parte). De resto... Do curso mensal, à participação nas noites romanas no Museu de São Miguel de Odrinhas, a cada uma das visitas conduzidas pelo meu querido Mestre (das quais é impossível não sairmos inspirados), ao Sat Chakra sob o belíssimo céu estrelado da Arrábida... Só me ocorre a multiplicação de extraordinário até ao infinito e mais além!
Venham praticar SwáSthya Yôga! É mesmo muito bom. E se se apaixonarem como eu, para além da prática na sala de prática do Ashram (que só por si já é forte), terão necessidade de mergulhar nesta Filosofia prática que é o Yôga Antigo.
Querido Mestre: Muito obrigado! Queridos companheiros de jornada... É com profunda alegria que caminho ao vosso lado. Sinto que me saiu o euro-milhões por estar aqui a dedicar este momento a escrever estas palavras. E para quem não teve oportunidade de participar neste Yôga em Férias! Para o ano há mais...
Abraço gigante,
SwáSthya,
Paula Santana, Instrutora Assistente
Discípula de João Camacho, Yôgachárya