Curso de yantra e meditação

22-05-2017 16:25

Num dia que se adivinhava chuvoso, o sol acabou por nos brindar com a sua luz e calor, numa bela tarde de praia.
Os yantra são símbolos que podem ser feitos na areia, em papel, em metal, em pedra, em vidro, ... podem ser formas geométricas simples, ou podem resultar da combinação de várias figuras geométricas. Mas seja qual for o tipo de yantra, a sua finalidade genérica é sempre a de se destinar a concentrar, canalizar e comunicar poder.
Formámos grupos entre nós e escolhemos os nossos yantra. Cada grupo com uma figura específica para desenhar na areia da praia, usando como material a própria praia e seus pertences. O Mestre João Camacho deu-nos as directrizes, o "compasso", e pusemos mãos à obra. Todos os yantra foram feitos num círculo e o seu bindu (ponto central) era o bíjá mantra do anahata chakra, a restante forma, dependia dos yantra escolhidos por cada um. Começámos de forma descontraída, mesmo como quem está na praia! Mas rapidamente o yantra nos transportou para dentro dele e captou toda a nossa atenção. Círculo, bissectrizes, linhas, uniões, apagar linhas desnecessárias e começar a embelezar. Usámos conchas, pedras, canas, flores, ... tudo o que encontrámos. Estávamos tão concentrados que nem uma palavra trocámos mais, um fazia uma coisa, outro outra, e o yantra ia crescendo, tomando várias formas e intensidades.
Muito ainda ficou por fazer quando o Mestre nos pediu para terminar. Passámos ao yôganidrá, com a cabeça no sentido do mar, e finalmente a meditação. Nesta fase, sentamo-nos junto ao nosso yantra e aplicámos duas técnicas, a da criação e a da destruição. A da criação é o movimento a partir do ponto principal. A da destruição é o movimento que se faz em direcção ao ponto central.
Assim foi a nossa tarde de praia, convívio, aprendizagem, concentração, dinamização, descontracção e meditação.
Ah, e mais uma coisa que não podia faltar, o sempre tão agradável lanche partilhado, desta em género de pic-nic.
SwáSthya!
Paula Trigo de Sousa, Instrutora
Discípula de João Camacho, Yôgachárya
Directora geral do Espaço Cultural